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Posts Tagged ‘Seborréia’

Problemas Capilares: caspa, seborréia, cútis seca e hiperidrose

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Caspa

A caspa é causada pela morte das células da epiderme e se manifesta com a descamação de partículas do couro cabeludo. Frequentemente causa coceira.

A caspa pode ser:

Caspa fisiológica - Causada pela progressiva descamação da camada córnea, produzida por agentes externos. Essa descamação é pouco aparente, já que as partículas córneas, na fase de queda, são pequenas.

Caspa patológica – Quando o desprendimento das células é evidente e pode depender de diferentes causas, como distúrbios no fígado, escassez ou ausência de vitaminas, má alimentação ou infecção causada por fungos.

Caspa ocasional – Causadas por fatores externos, como tratamentos errados (loções com excesso de álcool, xampu que resseque os cabelos, tinturas e permanentes agressivas, secadores de cabelo em alta temperatura).

Caspa Seca – Destaca-se facilmente da cútis em pequenas escamas de cor branca acinzentada.

Caspa Oleosa – Possui a tendência de permanecer grudada ao couro cabeludo, é caracterizada por escamas grandes e de cor amarelada, já que o sebo impregna nas mesmas.

Seborréia

A seborréia é causada por uma secreção excessiva de lipídeos cutâneos, se manifesta especialmente nas zonas em que as glândulas sebáceas são mais numerosas, como por exemplo, na região superior do couro cabeludo. Acredita-se que há uma ligação entre a quantidade de hormônio andrógena presente no sangue e a produção de sebo, causada por uma ação estimulante, que a testosterona exerce nas glândulas sebáceas. A seborréia pode ser:

Fisiológica - resultado de uma produção normal de sebo na parte das glândulas sebáceas.

Patológica - quando a produção de sebo excessiva é causada por disfunções no fígado, desequilíbrios hormonais, má alimentação ou fatores nervosos.

Ocasional - causada por fatores externos, como fatores ambientais, por exemplo, o calor excessivo que provoca um aumento da produção sebácea, ou então por tratamentos mais agressivos, massagens muito fortes, ou produtos que dilatam os vasos sanguíneos.

Cútis seca

A cútis seca é determinada pela carência de substâncias oleosas em sua composição. Normalmente uma cútis seca é muito desidratada e isso pode depender de:

* • Uma excessiva eliminação de sais minerais
* • Carência de vitamina A
* • Exposição da cútis a substâncias que ressecam.

Hiperidrose

A excessiva sudoração determina um aumento no pH da pele, comprometendo o efeito desinfetante exercitado pelo manto hidrolipídico e produzindo uma ação desreguladora na queratina.


dezembro 5th, 2010  
Tags: Caspa, Células, Couro Cabeludo, cútis seca, epiderme, fungos, hiperidrose, Pele, pH, Queda, Sebo, Seborréia, Vitamina A, vitaminas



Acabe com os mitos de beleza sobre cuidados com o cabelo

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Dermatologista fala sobre crendices populares que podem interferir nos cuidados diários e manutenção dos fios.

Considerados a moldura do rosto, os fios capilares fazem a diferença na estética e por isso recebem atenção especial durante os rituais de beleza. Entretanto, junto com o hábito de se cuidar, seguem as crenças passadas de geração a geração. Lavar os cabelos todos os dias apodrece a raiz? “Caspa” (seborréia) passa de uma pessoa para outra através da escova? O uso de boné ou chapéu faz cair cabelos? Pintar os cabelos faz aumentar a queda?

A dermatologista e cirurgiã Maria Angélica Muricy Sanseverino esclarece: “lavar os cabelos todos os dias não apodrece a raiz. “A água não tem a capacidade de penetrar na raiz dos fios, que está localizada a 0,5 cm de profundidade”. Segundo Maria Angélica, na verdade é aconselhável para as pessoas que tem tendência à oleosidade, lavar os cabelos todos os dias para retirar o sebo que prejudica a oxigenação dos poros.

A  caspa (seborréia) não passa de uma pessoa para a outra. “Ela não é transmissível”, diz. “A seborréia ocorre nas pessoas que tem predisposição genética para desenvolverem a mesma. É um excesso de oleosidade do couro cabeludo por produção aumentada de sebo pelas glândulas sebáceas”.

Entre os fatos e boatos o uso de boné ou chapéu ganha destaque. Há os que acreditam que pode causar calvície. Todavia, a pessoa que não tem predisposição genética para queda, não ficará calva pelo uso de boné.  “O uso frequente pode aumentar a oleosidade do couro cabeludo e causar falta de oxigenação adequada dos folículos capilares”.

Também existe uma preocupação no que tange o uso de tinturas.“A tinta age nos fios e não na raiz. Pintar os cabelos não faz aumentar a queda. O que pode ocorrer é o enfraquecimento da haste dos fios, resultando em cabelos mais fracos, ressecados, com pontas duplas e com tendência a quebra”. Essa técnica pode ter em um efeito contrario do esperado que era mostrar um cabelo sedoso.

Vale ressaltar apenas, que nem tudo o que diz a crendice popular é mito. Banhos muito quentes deixam, sim, os cabelos mais oleosos. E, o uso do condicionador após o xampu também é recomendado pelos especialistas. “Os fios dos cabelos têm cargas elétrica. Os xampus têm carga negativa, por isso abrem a cutícula permitindo a limpeza. Os condicionadores têm carga positiva, fechando a cutícula”.

Fonte Abril


abril 16th, 2010  
Tags: Beleza, Boné, Cabelo, Cabelos, Caspa, Cuidados, Estética, fios capilares, manutenção dos fios, Mitos, Queda, raiz, Seborréia



Você só fica careca se quiser – Hábitos saudáveis e remédios são capazes de frear a calvície

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Se você tem certeza de que vai ficar careca só porque seu pai e seu avô foram perdendo os fios com o passar dos anos, relaxe. Hoje em dia, sabemos que a dieta e o estilo de vida têm uma influência tão importante sobre a calvície quanto os caracteres hereditários.

Viver nervoso, por exemplo, é um atalho certo rumo à queda capilar acelerada. Isso porque os músculos do alto da cabeça, nessas condições, tendem a ficar permanentemente contraídos, dificultando a circulação sangüínea e levando ao enfraquecimento do cabelo. Além disso, o estresse pode interferir no sistema imunológico e acarretar a formação de seborréia e outros problemas. Outra maneira de evitar o desconforto é cultivar uma alimentação rica em proteínas e sais minerais como cobre, ferro e zinco. Todos esses nutrientes têm relação direta com a boa nutrição capilar e incluí-los no cardápio é o mesmo que empunhar um escudo contra a perda dos cabelos.

E pare de fumar se você pretende mesmo chegar à velhice sem precisar se esconder sob um boné. Uma pesquisa recente do Departamento de Saúde Pública da Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, conseguiu mapear com exatidão o tamanho do estrago causado pelas tragadas tóxicas.

Depois de analisarem amostras de tecido de 1.241 homens fumantes e não fumantes, os estudiosos constataram que o hormônio DHT, particularmente ligado à calvície, aparecia em índices até 13% superiores entre os adeptos do cigarro.

Se o seu negócio é dar uma tragada entre um problema e outro para aliviar a tensão, é hora de mudar de método. Que tal apostar nos exercícios físicos? Por um lado, você deixa de ingerir as substâncias tóxicas contidas no cigarro e, por outro, passa a usufruir dos benefícios de um bom treino.

O equilíbrio trazido pela prática de esportes restaura a saúde de todo o organismo, inclusive a dos cabelos. Os exercícios constantes favorecem a liberação de neurotransmissores como noradrenalina, serotonina e endorfina, que ajudam a baixar a ansiedade.

Mas nada de tomar nenhum comprimido sem orientação médica. A queda de cabelo tem muitas causas e a escolha do medicamento certo vai depender do diagnóstico exato. Isso sem esquecer os efeitos colaterais trazidos por algumas fórmulas. Eles vão desde uma simples (mas inconveniente) coceira até alterações na pressão e nos batimentos cardíacos, sudorese e diminuição do desejo sexual.

Fonte site www.minhavida.com.br


março 22nd, 2010  
Tags: Cabeça, Careca, DHT, Dieta, Enfraquecimento, Fios, Fumar, Hábitos, Hereditários, nutrição capilar, Perda dos Cabelos, queda capilar, Queda de Cabelo, Remédios, saudáveis, Seborréia, Velhice



Queda dos cabelos: conheça o que há de mais moderno em tratamento e diagnóstico da queda dos fios

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Queda-cabelos-Tratamentos-cuidado-prevencaoA força dos cabelos tem dimensão bíblica, datada de mil anos antes do nascimento de Cristo. No Antigo Testamento, é representada por Sansão, corajoso guerreiro cujas madeixas concentravam seu vigor físico. Traído pela amada Dalila, foi à derrocada depois que ela cortou a fonte de seu poder, entregando seus cachos aos inimigos. A humanidade sempre deu importância aos cabelos, como símbolo de autoestima e vitalidade. Há, é claro, exceções em que a careca — nos homens, bem entendido — tem seu charme, mas aí estamos falando daqueles casos em que a característica é uma herança de pai para filho. O problema sério é quando os fios começam a despencar, sem mais nem menos, deixando a cabeça com aquelas falhas irregulares que são motivo de constrangimento e insegurança. Sem falar que muitas vezes sinalizam doenças.

Os cabelos não têm uma função vital para o organismo — cá para nós, eles só servem para proteger o couro cabeludo de intempéries. “Daí que, diante de uma situação em que o corpo precisa economizar nutrientes e energia para se defender de uma infecção ou de uma carência nutricional, por exemplo, os fios são relegados a segundo plano”, explica o tricologista, isto é, dermatologista especializado em cabelos, Valcinir Bedin, do Instituto de Pesquisa e Tratamento do Cabelo e da Pele, em São Paulo. Ou seja, o organismo abre mão das madeixas, que acabam no chão.

A má notícia é que esse alarme de encrenca tem disparado com cada vez mais frequência, especialmente na ala feminina. “Há dez anos, uma mulher a cada 10 homens procurava meu consultório. Hoje, elas representam 40% dos meus pacientes”, estima o médico Luciano Barsanti, presidente da Associação Brasileira de Tricologia. Motivos não faltam. O time da Luluzinha está fumando mais, trabalha numa tripla jornada, apela para dietas radicais e até cirurgias para recuperar a silhueta. Aí, a avalanche dos fios é quase certa. Ela atende pelo nome de alopecia se mais de 100 fios despencam do couro todo santo dia.

“Os distúrbios nos hormônios da tireoide e dos ovários são os principais vilões entre as mulheres”, aponta o tricologista Ademir Junior, de São Paulo. “No sexo masculino, a predisposição genética continua com papel preponderante. Mas a ela basta associar fatores como estresse e os tufos caem depressa”, conclui. Digase: a lista de algozes da cabeleira é mais extensa do que os problemas citados até esta linha. Dela fazem parte infecções, seborreia (sinônimo de oleosidade nas alturas), doenças autoimunes, depressão e até mesmo o uso de remédios, caso de alguns antidepressivos, anti-hipertensivos, anabolizantes e antibióticos.

Novos métodos têm facilitado o diagnóstico precoce de problemas capilares. “Um exame chamado scanner do couro cabeludo fornece uma imagem aumentada em 8 mil vezes, o que permite flagrar inflamações, seborréia e alterações na circulação sanguínea local”, revela Luciano Barsanti. “A microscopia eletrônica, por sua vez, possibilita a avaliação da matriz celular do fio”, continua.

Os testes laboratoriais são igualmente indispensáveis. “Solicitamos exames de sangue para verificar a presença de infecções e distúrbios hormonais”, diz o dermatologista Arthur Tykocinski, de São Paulo. Às vezes, o simples tratamento dessas disfunções é suficiente.

O estresse é outro fator que deve ser esmiuçado. “O hormônio cortisol, liberado quando estamos sob tensão, desacelera a divisão celular na raiz”, justifica Ademir Junior. É por isso que, sob extremo nervosismo, alguns indivíduos perdem cabelo em áreas específicas, caracterizando a alopecia areata, ou pelada. Por falar em questões hormonais, mulheres com síndrome dos ovários policísticos costumam apresentar níveis mais altos de testosterona, o hormônio masculino. Isso aumenta a oleosidade da pele — o que, por si, já prejudica o ciclo dos fios. “Além disso, a testosterona é convertida em uma substância conhecida pela sigla DHT”, explica Valcinir Bedin. E esse tal de DHT provoca um estrago cabeludo: detona o bulbo capilar. “Felizmente, o problema pode ser controlado com o uso de anticoncepcionais específicos ou de remédios antiandrógenos”, tranquiliza a dermatologista Jackeline Mota, de São Paulo.

A situação é mais grave, porém, em pessoas cujos genes fazem o bulbo ter maior afinidade pelo DHT. Aí, para que não fiquem totalmente descabeladas, recorre-se ao princípio ativo minoxidil. “Ele dilata os vasos, melhorando a irrigação sanguínea e a absorção de nutrientes”, ensina Barsanti. “E uma droga clássica, a finasterida, impede a conversão de testosterona em DHT.” Mas ela só surtiria efeito em pacientes do sexo masculino.

Um dos avanços para conter a queda dos fios é o laser de baixa penetração. “Trata-se de um procedimento não invasivo que dilata os vasos, estimula a multiplicação celular e tem efeito anti-inflamatório”, explica Barsanti. Outra inovação é a infusão transiônica, que consiste na escolha de um medicamento mais adequado a cada problema. Ele é aplicado no couro cabeludo e, em seguida, os especialistas utilizam um aparelho que o empurra para dentro da pele para ser bem absorvido. Esse mesmo dispositivo é usado na infiltração de fitoterápicos e na retirada do excedente de gordura. Há ainda a eletroestimulação do bulbo, que acelera a atividade das células na região.

Uma alternativa é a tradicional mesoterapia, que injeta ativos no couro cabeludo. Mas alguns especialistas ficam com os dois pés atrás em relação a ela. Isso porque provocaria cicatrizes, arriscando levar à morte do bulbo — e o tiro sairia pela culatra. Só quando todos esses recursos não surtem efeito é que se cogita um implante. “A técnica hoje proporciona grandes densidades de cabelo, com resultado bem natural”, garante Tykocinski. “Estudamos o desenho da cabeça, retiramos fios de uma região abundante e os transplantamos.”

Apesar de tudo o que os consultórios oferecem, é imprescindível fazer a sua parte. Quem fuma deve abolir o cigarro. “A fumaça contém radicais livres que agravam inflamações no couro cabeludo”, avisa Ademir Junior. O álcool, os anabolizantes e as anfetaminas também são prejudiciais. Converse com seu médico sobre os medicamentos de que faz uso. “Muitas vezes é possível substituí-los por outros de mesmo efeito e que não induzam a queda dos fios”, diz a dermatologista Denise Steiner, de São Paulo.

Caso tenha se submetido a uma cirurgia, como lipoaspiração, ou a uma dieta rigorosa, vale caprichar na alimentação com a ajuda de um nutricionista para não faltar nenhum elemento essencial aos fios no prato do dia a dia. Quanto a xampus, os que prometem efeito antiqueda não resolvem a alopecia. “No máximo, contêm substâncias que ajudam a diminuir a oleosidade dos cabelos, prevenindo ou reduzindo a seborreia”, afirma Tykocinski. Ou seja, não revertem o quadro, mas ajudam a segurar os fios restantes.

Tinturas e alisamentos não estão proibidos. Mas, se você costuma se submeter a esses tratamentos químicos, faça um intervalo de pelo menos 30 dias entre um procedimento e outro para prevenir a sobrecarga. “E procure cabeleireiros capacitados, que utilizem produtos com o aval da Agência Nacional de Vigilância Sanitária”, orienta Denise. Evite também elásticos, tiaras, chapinhas e pentes-finos. “Eles causam traumas e rompem o músculo que sustenta o fio, levando a uma perda definitiva”, alerta Barsanti. Siga esses conselhos e força na cabeleira!

Fonte Saúde é Vital


setembro 23rd, 2009  
Tags: 100 fios, Abolir, Álcool, Alimentação, Alisamentos, Alopecia, Alopecia Areata, Anabolizantes, anfetaminas, Anti-inflamatório, Antibióticos, Anticoncepcionais, Autoestima, Bulbo Capilar, Cabeça, Cabeleira, Cabeleiros, Cachos, Careca, Carência Nutricional, Chapinhas, Charme, Cicatrizes, Cigarro, Cirurgias, Cortisol, Couro Cabeludo, Depressão, DHT, Diagnóstico, Dieta rigorosa, Dietas radicais, Doenças, Elásticos, Estresse, Falhas irregulares, Feminina, Fios, Força dos cabelos, Fuma, Fumaça, Fumando, Homens, Implante Capilar, Infecção, Infusão Transiônica, Laser de Baixa Penetração, Lipoaspiração, Madeixas, Mesoterapia, Morte do bulbo, Mulheres, Nervosismo, Nutricionista, Nutrientes, Oleosidade da pele, Organismo, Ovários, Ovários Policísticos, Pelada, pentes-finos, Precoce, Problemas Capilares, Queda dos Cabelos, Queda dos fios, Radicais livres, Remédios, Remédios antiandrógenos, Seborréia, Silhueta, Testosterona, Tiaras, Tinturas, Tratamentos, Tripla jornada, Tufos, Vigor Físico, Vitalidade, Xampus



Cabelos em queda – Felizmente, calvície feminina tem solução, mas às vezes é preciso um trabalho multiprofissional

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cabelo-bonito-lindo-queda-capilar-feminino-mulher

Quando o assunto é diagnóstico e cura de doenças do cabelo e do couro cabeludo, fale com um tricologista. São os médicos especializados na área. Acredite, há métodos muito precisos para diagnosticar qualquer problema capilar, seja em homens ou mulheres.

As mulheres que se deparam, frequentemente, com fios de cabelo soltos na fronha, no ralo do banheiro, na escova, etc., já devem ficar atentas. Se quando os fios caem, logo dão lugar a outros, tudo bem. “O cabelo tem um ciclo de crescimento, de estabilização, de descanso e de queda, que ocorre a cada dois anos”, explica o diretor do Instituto do Cabelo e presidente da Sociedade Brasileira de Tricologia, Luciano Barsanti, autor do livro Dr. Cabelo, da editora Elevação.

Segundo Barsanti, as mulheres têm muito mais cabelo do que os homens. Por isso, só notam o problema quando já perderam cerca de 30% dos fios. “Vêm ao consultório dizendo que, ao subirem a escada rolante espelhada do shopping, repararam no couro da cabeça”, conta Barsanti.

Para identificar o problema, o médico faz uma microscopia eletrônica do bulbo capilar. Usa um aparelho que funciona como uma espécie de scanner do couro cabeludo, aumentando em 8 mil vezes o fio e o couro da cabeça. O resultado é um diagnóstico preciso, com a verificação do estágio da queda e a indicação de um tratamento personalizado.

Alterações hormonais, estresse, depressão, ovários policísticos, doenças autoimunes, deficiências nutricionais, medicamentos, drogas ilícitas e álcool, alterações psiquiátricas, quimioterapia e até anorexia são as causas mais frequentes da perda capilar nas mulheres. O problema é observado na faixa etária dos 12 aos 60, sendo mais comum entre as de 25 a 45 anos. “Isso ocorre, principalmente, nas dietas sem acompanhamento médico.”

A boa notícia é que é possível reverter o quadro em qualquer idade, desde que o bulbo capilar esteja vivo. Entre as soluções, há tratamentos não invasivos, como laser de baixa penetração e infusão transiônica, que permite a aplicação de substâncias ativadoras do bulbo sem o uso de agulhas e aplicações.

Cerca de 80% das pacientes do Instituto do Cabelo apresentam caspa e seborréia (grande quantidade de óleo produzido pelas glândulas sebácias), o que provoca uma irritação na epiderme, a dermatite seborreica. Entre os tratamentos, há substâncias fitoterápicas e orgânicas aplicadas por uma espécie de pelling do couro cabeludo.

“Há terapias sendo desenvolvidas para estimular cabelos enfraquecidos a crescerem mais fortes, e até estudos de tratamentos com uso de células-tronco e clonagem. Tem uma empresa japonesa fazendo uma investigação e gastando milhões com isso”, brevemente  será possível até realizar testes genéticos para que a mulher tenha uma estimativa da probabilidade de perda dos fios.

Vale ressaltar que, quando a queda dos fios é associada a outros problemas, o tratamento capilar deve ter assistência multiprofissional, de endocrinologista (avalia as condições da tireoide), ginecologista (verifica possíveis problemas hormonais), nutricionista (avalia a segurança alimentar) e até psiquiatra e psicólogo.

Cansada de tentar os mais diversos tratamentos para combater a queda dos fios, Glória (nome fictício) desistiu de ir a consultórios e recorreu ao tratamento sugerido pelo seu cabeleireiro, Fernando Barros, à base de algas. “Ele disse que eu notaria a diferença em três meses, mas, em menos de um, notei que meus cabelos pararam de cair, ganharam vida e ficaram mais cheios”, conta ela, que aprendeu com ele a massagear a cabeça por alguns minutos antes de lavar.

PERDA POR TRAÇÃO

Repare em quem prende muito os cabelos, amarrando-os para trás: começam a aparecer “entradas“. “São as chamadas alopecias (quedas) cosméticas, por uso excessivo de tiaras, prendedores, e de penteados como rabo-de-cavalo e apliques”, diz Barsanti.

A professora universitária Gabriela Scur, de 35 anos, sofre com a queda dos fios desde os seus 18 anos, causada por problemas emocionais. “Não posso ficar nervosa que o cabelo quebra e cai. Fiz até biópsia, mas não descobriram nada.”

Tomou remédios fortíssimos, que até deram resultado. Numa ocasião, decidiu fazer megahair para sentir o gostinho de ter cabelo comprido (o dela sempre cresceu até a altura dos ombros). “Na primeira manutenção, quando tirei as mechas, vi que meu cabelo havia ficado chanel. Chorei.”

QUANDO O FIO ATROFIA

Mais grave é o diagnóstico de dihidrotestosterona (DHT), um agente que acaba com o bulbo capilar. “Ele age discretamente. Destrói a raiz do cabelo, que muitas vezes nem cai: o fio é afinado e, com o tempo, desaparece”, explica o tricologista Barsanti.

O problema é que, na mulher, o DHT se espalha por toda a cabeça. Já no homem, o problema é localizado, possibilitando tratamentos como implantes. “É preciso saber se a área do couro cabeludo de onde esses fios vão ser retirados ainda está saudável, com bulbos vivos, para não implantar um cabelo doente”.  ”O cabelo é só a ponta do iceberg. Temos de investigar o todo.”

O QUE VOCÊ PRECISA SABER

Fatores de risco:

- Consumo excessivo de cigarro, café, açúcar, anfetamina.

- Doenças: câncer, depressão, alterações da glândula tireoide, diabetes, tuberculose, doenças infecciosas do aparelho urinário, sinusites e viroses.

- Hábitos: amarrar o cabelo com elástico.

Lendas

- Cabelo fino não é sinônimo de cabelo fraco. Fraco é cabelo que afina.

- Não há contra-indicação para tintura, nem para alisamento, desde que seja feito com produto legalizado e por profissional capacitado.

- Pode-se usar cosméticos para hidratação

Conselhos

- Evite automedicação e soluções paliativas. Se a pessoa tem alteração na tireoide, por exemplo, o problema não vai ser resolvido com tratamento para a queda.

- Atente-se aos asteriscos dos produtos cosméticos.

Fonte Estadão


setembro 7th, 2009  
Tags: Álcool, Alopecia, Alterações Hormonais, Alterações Psiquiátricas, Anorexia, Aparelho, Bases de Algas, Bulbo Capilar, Cabelo, Cabelos, Calvície Feminina, Caspa, Células-Tronco, Clonagem, Couro Cabeludo, Cura de Doenças, Deficiências Nutricionais, Depressão, DHT, Diagnóstico, Dietas, Dihidrotestosterona, Doenças Autoimunes, Drogas Ilícitas, Endocrinologista, Entradas, Estresse, Fios de Cabelo, Ginecologista, Hormônio, Infusão Transiônica, Invasivos, Laser de Baixa Penetração, Medicamentos, Médicos Especializados, Microscopia Eletrônica, Mulheres, multiprofissional, Nutricionista, Ovários Policísticos, Pelling do Couro Cabeludo, Problema Capilar, psicólogo, psiquiatra, Queda, Quimioterapia, Rabo de Cavalo, Remédios, Scanner, Seborréia, Tireóide, Tração, Tratamento, Tratamento capilar, Tricologista



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Dr. Márcio Crisóstomo
Médico formado há mais de 10 anos, com residência de cirurgia geral no Hospital Universitário Walter Cantídio da UFC e Pós-graduação em Cirurgia Plástica no Serviço do Prof. Ivo Pitanguy (Rio de Janeiro), um dos centros de formação mais prestigiados do mundo... Continue lendo
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