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Tratamento médico diminue a calvície – A queda de cabelo atinge homens e mulheres

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Se seu cabelo cai toda vez que você o penteia ou o lava, saiba que você é uma pessoa normal. Nossos cabelos estão sempre caindo e sendo repostos. A calvície acontece quando a taxa de queda de cabelos é superior ao normal e não há a reposição desses fios.

Ela é bem mais comum nos homens, mas também acomete algumas mulheres. Mesmo que ela seja vista como um processo irreversível, e calvície pode ser combatida, sim.

Homens
A alopécia androgenética, ou calvície, é uma manifestação fisiológica que ocorre em indivíduos geneticamente predispostos, não sendo considerada uma doença. A herança pode vir do lado paterno ou materno e é resultado da estimulação dos folículos pilosos por hormônios masculinos que começam a ser produzidos na adolescência (testosterona).

Ao atingir o couro cabeludo de pacientes com tendência genética para a calvície, a testosterona sofre a ação de uma enzima e é transformada em um hormônio que vai agir sobre os folículos pilosos, promovendo a sua diminuição progressiva a cada ciclo de crescimento dos cabelos, que vão se tornando menores e mais finos.

O resultado final deste processo de diminuição e afinamento dos fios de cabelo é a calvície. É bem comum os homens acharem que se trata de algo normal, mas vale à pena consultar um dermatologista quando sentir que os fios estão rareando. Isso porque o grau de recuperação depende de fatores como a idade do homem, o quanto ele já perdeu de cabelo e qual o objetivo final.

Resumindo: um homem que começou a perder o cabelo agora tem mais chance de que ele volte a crescer em relação a alguém que já é calvo há vários anos.
E nas mulheres?

A perda dos cabelos geralmente se inicia após a puberdade, quando os hormônios sexuais começam a ser produzidos. A evolução é lenta e o mais comum é ocorrer uma rarefação dos cabelos, que se tornam finos e têm seu tamanho diminuído. Dificilmente a mulher chega a ficar careca, mas isso pode acontecer em casos de maior intensidade e em mulheres de idade mais avançada.

O quadro pode se tornar mais intenso se a mulher apresentar alterações hormonais, como a síndrome do ovário policístico ou o hirsutismo. Em algumas mulheres, calvice só começa a se manifestar após a menopausa, quando ocorre uma diminuição da produção dos hormônios femininos. Já a perda de cabelo depois da gravidez não tem nada a ver com a calvície. Isso é um processo normal do organismo feminino.

Os tratamentos

A chance contra o fim da calvície se deve ao uso de finasterida, um medicamento que atua bloqueando o processo que leva à perda dos cabelos. Segundo alguns estudos, a finasterida interrompe a evolução da calvície em 86% dos homens tratados.

O medicamento era originalmente utilizado para o tratamento do aumento da próstata. A observação de seus efeitos sobre a calvície de pacientes que utilizavam o produto para esta finalidade chamou a atenção de um laboratório, que acabou produzindo um medicamento próprio para tratar a calvície. Mas só mesmo o médico pode indicar o tratamento correto, mesmo porque, para as mulheres, a finasterida não costuma ser indicada.

Ajuda no tratamento

Mantenha uma vida saudável e uma alimentação rica em aminoácidos e proteínas, cobre, ferro, zinco, óleo de linhaça e complexo B, além de fazer exercícios físicos. Esses fatores contribuem para uma boa nutrição capilar e irrigação do couro cabeludo.

Lave sempre o cabelo com xampu neutro e sem sal para remover a sujeira e o sebo em excesso sem alterar o pH do couro cabeludo. Crie o hábito de massagear o couro cabeludo. A massagem deve começar na parte frontal da cabeça e nas têmporas, continuando na nuca e terminando no alto do crânio. Isso ativa a circulação.

Fonte: Minha Vida


julho 28th, 2010  
Tags: Alopecia Androgenética, Aminoácidos, Cabelo, Cabelos, Calvície, Cobre, Complexo B, diminue, Doença, Ferro, Fios, Folículos Pilosos, Homens, lava, Mulheres, Óleo de linhaça, penteia, Perda dos Cabelos, Proteínas, Queda de Cabelo, Tratamento Médico, Zinco



Queda capilar – Ataque de células do sistema imune pode estar ligado à calvície

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Estudo divulgado por uma equipe de cientistas da Universidade Columbia, em Nova York, constatou que uma doença que faz pessoas perderem os cabelos é provocada pelo ataque de células do sistema imune contra folículos capilares. A descoberta é o resultado de pesquisas em que genomas de mais de mil indivíduos, com alopecia areata, foram comparados a genomas de pessoas sem as doenças.

Segundo a Folha Online, como seria esperado de uma doença auto-imune, na qual o sistema imune se volta contra tecidos sadios do próprio organismo, todos os genes encontrados participam do controle de crescimento e multiplicação de células do sistema imunológico. A ligação mais forte foi com um gene chamado ULBP. Ele codifica uma proteína que é um poderoso ativador de células NK (“Natural Killers”, “assassinas natas” na tradução do inglês). Quando ativadas, as células NK atacam vírus e outros patógenos.

O grupo espera que as descobertas abram novos caminhos para o tratamento da doença.


julho 12th, 2010  
Tags: Alopecia Areata, auto-imune, Cabelos, Calvície, Células, células NK, Doença, Estudo, Folículos Capilares, genomas, imune, Proteína, queda capilar, Tratamento, ULBP



Transplante de Cabelo – Perguntas e Respostas: O que causa perda de cabelo?

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O que causa perda de cabelo

Há muitas razões para a perda de cabelo, mas cerca de 95% dos casos são devidos a uma condição chamada de “alopecia androgenética“. Nos homens, esta é comumente referida como “a calvície de padrão masculino.” O aparecimento desta doença é devido a vários fatores, incluindo:

1) uma predisposição genética a perder o cabelo,
2) a presença do hormônio masculino, diidrotestosterona e
3) a idade.

É normal para um indivíduo a perder cerca de 100 cabelos todos os dias, mas esses cabelos crescerem, em seguida, vários meses depois.
Quando a perda de cabelo ultrapassa crescimento de novos cabelos, calvície resultados.
Uma vez iniciado, a perda do cabelo é geralmente progressiva e continua por toda a vida.


julho 7th, 2010  
Tags: Calvície, Causa, Doença, Homens, Hormônio Masculino, Idade, padrão masculino, Perda de Cabelo, Perguntas, Predisposiçao Genética, Respostas, Transplante de Cabelo



Combata a calvície – Um drama que tem tratamento

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Se seu cabelo cai toda vez que você o penteia ou o lava, saiba que você é uma pessoa normal. Nossos cabelos estão sempre caindo e sendo repostos.

A calvície acontece quando a taxa de queda de cabelos é superior ao normal e não há a reposição desses fios. Ela é bem mais comum nos homens, mas também acomete algumas mulheres. E pode ser combatida, sim. Entenda como!

Homens
A alopécia androgenética ou calvície é uma manifestação fisiológica que ocorre em indivíduos geneticamente predispostos, não sendo considerada uma doença.

A herança pode vir do lado paterno ou materno e é resultado da estimulação dos folículos pilosos por hormônios masculinos que começam a ser produzidos na adolescência (testosterona).

Ao atingir o couro cabeludo de pacientes com tendência genética para a calvície, a testosterona sofre a ação de uma enzima, a 5-alfa-redutase, e é transformada em diidrotestosterona (DHT), que vai agir sobre os folículos pilosos, promovendo a sua diminuição progressiva a cada ciclo de crescimento dos cabelos, que vão se tornando menores e mais finos.

O resultado final deste processo de diminuição e afinamento dos fios de cabelo é a calvície.

“A perda de cabelo depois da gravidez não tem nada a ver com a calvície”.

E nas mulheres?
A perda dos cabelos geralmente se inicia após a puberdade, quando os hormônios sexuais começam a ser produzidos. A evolução é lenta e o mais comum é ocorrer uma rarefação dos cabelos, que se tornam finos e têm seu tamanho diminuído.

Dificilmente a mulher chega a ficar careca, mas isso pode acontecer em casos de maior intensidade e em mulheres de idade mais avançada. O quadro pode se tornar mais intenso se a mulher apresentar alterações hormonais, como a síndrome do ovário policístico ou o hirsutismo.

Em algumas mulheres, a alopécia só começa a se manifestar após a menopausa, quando ocorre uma diminuição da produção dos hormônios femininos. Já a perda de cabelo depois da gravidez não tem nada a ver com a calvície, ok? Isso é um processo normal do organismo feminino.

Os tratamentos
A chance contra o fim da calvície se deve ao uso de finasterida, um medicamento que atua bloqueando o processo que leva à perda dos cabelos. Segundo alguns estudos, a finasterida interrompe a evolução da calvície em 86% dos homens tratados.

O medicamento era originalmente utilizado para o tratamento do aumento da próstata. A observação de seus efeitos sobre a calvície de pacientes que utilizavam o produto para esta finalidade chamou a atenção de um laboratório, que acabou produzindo um medicamento próprio para tratar a calvície.

Mas só mesmo o médico pode indicar o tratamento correto, mesmo porque, para as mulheres, a finasterida não costuma ser indicada.

Ajuda no tratamento
Mantenha uma vida saudável e uma alimentação rica em aminoácidos e proteínas; cobre, ferro, zinco, óleo de linhaça e complexo B, além de fazer exercícios físicos. Esses fatores contribuem para uma boa nutrição capilar e irrigação do couro cabeludo.

Lave sempre o cabelo com xampu de pH neutro e sem sal para remover a sujeira e o sebo em excesso sem alterar o pH do couro cabeludo.

Crie o hábito de massagear o couro cabeludo. A massagem deve começar na parte frontal da cabeça e nas têmporas, continuando na nuca e terminando no alto do crânio. Isso ativa a circulação.

Não ache que é normal
É bem comum os homens acharem que se trata de algo normal, mas vale a pena consultar um dermatologista quando sentir que os fios estão rareando.

Isso porque o grau de recuperação depende de fatores como a idade do homem, o quanto ele já perdeu de cabelo e qual o objetivo final.

Resumindo: um homem que começou a perder o cabelo agora tem mais chance de que ele volte a crescer em relação a alguém que já é calvo há vários anos. Cuide-se.

Fonte: Site Minha vida


junho 22nd, 2010  
Tags: Adolescência, Alopecia Androgenética, Cabelo, Cabelos, Calvície, Combata, Couro Cabeludo, DHT, diidrotestosterona, Doença, Fios, Folículos Pilosos, Genética, Gravidez, Homens, Hormônios Masculinos, hormônios sexuais, Mulheres, Queda de Cabelos, Testosterona, Tratamento



Calvície precoce, queda capilar, pode indicar menor risco de câncer de próstata

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Homens que apresentam sinais de calvície antes dos 30 anos podem ter menos chance de desenvolver câncer de próstata, segundo um estudo da Escola de Medicina da Universidade de Washington, nos Estados Unidos, e divulgado na publicação especializada Cancer Epidemiology.

Os pesquisadores estudaram 2 mil homens entre 40 e 47 anos de idade e notaram uma aparente ligação entre o alto nível do hormônio masculino testosterona – presente nos homens que se tornam calvos mais cedo – e um risco mais baixo de ter a doença.

Metade dos homens que participaram do estudo sofreu de câncer de próstata. Os pesquisadores compararam a incidência de tumores entre aqueles que disseram ter começado a perder cabelo antes dos 30 e aqueles que não relataram ter sofrido queda.

Aqueles que começaram a ficar calvos até os 30 apresentavam um risco entre 29% e 45% menor de desenvolver câncer de próstata.

Raiz da calvície

Os pesquisadores acreditam que entre 25% e 30% dos homens apresentam sinais de calvície até os 30 anos de idade. Metade dos homens terá sofrido significativa queda de cabelo até os 50 anos de idade.

A calvície ocorre quando os folículos capilares são expostos a uma quantidade muito grande de dihidrotestosterona (DHT) – uma substância produzida pela testosterona.

Especialistas acreditam que homens com níveis mais altos de testosterona estão mais propensos a perder cabelo, especialmente se houver casos de calvície na família.

É comum que pacientes de câncer de próstata façam terapia para reduzir os níveis de testosterona porque o hormônio pode acelerar o crescimento de alguns tumores, uma vez que eles apareçam.

Mas este estudo sugere que os altos níveis de testosterona desde uma tenra idade podem, na verdade, proteger contra a doença.

“Claramente, a idade em que um homem começa a perder o cabelo é, infelizmente, (indicador de) um fator de risco para o câncer de próstata sobre o qual não temos nenhum controle”, disse Helen Rippon, chefe da administração de pesquisas da fundação britânica The Prostate Cancer.

“Se os resultados (da pesquisa) estiverem corretos, eles podem ser úteis para aumentar nossa compreensão sobre como a testosterona se comporta no corpo humano e como pode afetar diferentes tecidos.”

Alison Ross, da fundação de pesquisa britânica Cancer Research UK, disse que a ligação entre o câncer de próstata e a calvície ainda é desconhecida, porque estudos anteriores apresentaram um resultado exatamente oposto a este.

“Os resultados (do novo estudo americano) são baseados em perguntar a homens com idade entre 40 e 70 anos se eles se lembram se começaram a ficar calvos aos 30 anos, o que não significa uma medida muito confiável”, disse ela.


junho 9th, 2010  
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Queda capilar – Estresse em homens e mulheres aumenta a calvície

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Muitas pessoas que trabalham em profissões estressantes acabam sofrendo de calvície, e neste caso não importa o sexo da pessoa. Devido a tensão do dia a dia o corpo libera um hormônio chamado cortisol. Ele é capaz de reduzir a velocidade da divisão celular na raiz do cabelo.

Muita gente consegue perceber que quando estão passando por um momento de estresse começam a perder mais fios de cabelo. Mas nem sempre a queda de cabelo é provocada apenas por estresse ou fatores genéticos. Existem casos onde a calvície indica uma doença como a síndrome dos ovários policísticos que afeta as mulheres e costumam apresentar níveis mais altos de testosterona, que é o hormônio masculino.

Este hormônio deixa a pele mais oleosa e isso prejudica o ciclo dos fios. A testosterona acaba sendo convertida em uma substância conhecida pela sigla DHT. E como já vimos anteriormente o DHT prejudica o cabelo. Este tipo de problema pode ser combatido com medicamentos indicados pelo dermatologista.


maio 26th, 2010  
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Alopecia Mucinosa – Erupções dermatológicas, doença que leva à queda dos cabelos

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Informações básicas

A alopecia mucinosa, muitas vezes denominada mucinose folicular, foi relatada pela primeira vez por Pinkus em 1957. As erupções dermatológicas consistem em pápulas foliculares e/ou placas endurecidas que demonstram alterações histológicas distintas nos folículos pilosos, o que leva à queda de cabelos. O acúmulo de material mucinoso nos folículos pilosos danificados e nas glândulas sebáceas cria uma afecção inflamatória e subsequente processo degenerativo. A face, o pescoço e o couro cabeludo são os pontos mais frequentemente afetados, embora as lesões possam aparecer em qualquer parte do corpo.

Fisiopatologia

A alopecia mucinosa é um processo patológico definido histopatologicamente pela deposição de mucina nos folículos pilosos e nas glândulas sebáceas, os quais sofrem degeneração reticular epitelial. A patogênese exata é desconhecida, embora o papel dos imunocomplexos circulantes e da imunidade celular tenha sido considerado. As três variantes clínicas da doença consistem em um distúrbio primário agudo de pessoas jovens; um distúrbio primário crônico de pessoas de mais idade e um distúrbio secundário associado a doença benigna ou maligna.

O distúrbio primário de pessoas jovens consiste em lesões cutâneas focais com progressão limitada. As lesões são tipicamente limitadas a cabeça, pescoço e ombros. A maioria das lesões se resolve espontaneamente entre 2 meses e 2 anos. Os casos pediátricos compreendem a maioria desse tipo de alopecia mucinosa, estando o restante dos pacientes abaixo de 40 anos. A alopecia primária mucinosa das pessoas de idade afeta aqueles com mais de 40 anos. As lesões têm distribuição generalizada e podem persistir ou recorrer indefinidamente. Não estão identificados distúrbios associados.

A alopecia mucinosa secundária pode estar associada a doença benigna ou maligna. Estes pacientes geralmente têm entre 40 e 70 anos de idade, e as lesões são generalizadas e numerosas. A alopecia mucinosa pode ocorrer secundariamente à doença benigna, incluindo as afecções inflamatórias lúpus eritematoso, líquen simples crônico e hiperplasia angiomatóide. A alopecia mucinosa secundária também se associa á doença maligna, incluindo a micose fungóide, o sarcoma de Kaposi e a doença de Hodgkin; a micose fungóide é, de longe, a associação mais comum. Na maioria dos pacientes que exibem alopecia mucinosa e micose fungóide, estas afecções parecem desenvolver-se concomitantemente; entretanto, existe a preocupação de que os indivíduos exibindo apenas alopecia mucinosa também possam correr o risco de subsequente desenvolvimento de linfoma.

Frequência

Nos EUA. A alopecia mucinosa é afecção rara. Não existem dados precisos sobre sua frequência. Mortalidade/Morbidade. A mortalidade está relacionada à coexistência de micose fungóide na alopecia mucinosa secundária. Estima-se que entre 15% e 40% dos adultos com alopecia mucinosa desenvolverão finalmente linfoma, se é que já não estejam com a doença. O potencial maligno da alopecia mucinosa não pode ser avaliado inteiramente em razão da natureza enigmática desta e de outras anormalidades cutâneas dos linfócitos T. A morbidade da alopecia mucinosa primária, em geral, fica restrita à estética, enquanto, nos casos de alopecia mucinosa secundária, a morbidade está relacionada ao processo patológico associado.

Raça. Não há predileção racial.

Sexo. Embora ambos os sexos sejam afetados pela alopecia mucinosa, o distúrbio é mais frequente no sexo masculino. Existe apenas relato de um caso durante a gestação.
Idade. Os três subgrupos de alopecia mucinosa aparecem por idade. A doença localizada primária afeta pacientes com menos de 40 anos e primariamente na população pediátrica. A doença generalizada primária afeta pessoas com mais de 40 anos. A doença secundária com associação benigna ou maligna geralmente afeta pessoas entre a quinta e oitava décadas.

Clínica

História

Queda de pêlos nas áreas pilosas. As erupções cutâneas se apresentam como pápulas e placas foliculares amarelo-esbranquiçadas ou róseas pruriginosas. As lesões podem ser isoladas ou múltiplas. Aproximadamente 15% a 30% dos pacientes com alopecia mucinosa têm micose fungóide reconhecida no momento do diagnóstico.

Exame físico

As manifestações clínicas da alopecia mucinosa são pápulas foliculares agrupadas e alopecia. Podem existir nódulos, placas e focos de pápulas foliculares. Ocasionalmente, o material mucinoso pode ser expresso a partir de lesões ativas, e geralmente estão presentes eritema e descamação. A face e o couro cabeludo são os pontos mais comuns de envolvimento. A alopecia que se desenvolve na pele pilosa é do tipo não-cicatricial. Geralmente, a alopecia é reversível, a menos que tenha ocorrido destruição folicular devido ao excesso de mucina na bainha da raiz externa e das glândulas sebáceas. Nos pacientes com alopecia permanente, a totalidade dos folículos degenera e a cavidade cística fica bloqueada com restos queratinosos. Quando os tampões persistem, são características óbvias em focos glabros cicatrizados de alopecia mucinosa.

Causas

A alopecia mucinosa representa vários estágios de dano folicular, levando à queda de cabelos. O processo reativo é de etiologia desconhecida. Tem sido considerado o papel dos imunocomplexos circulantes e da imunidade celular.

Diagnósticos diferenciais

* Alopecia areata
* Alopecia androgênica
* Dermatite seborréica
* Eflúvio do telógeno

Investigação

Estudos laboratoriais

* História e exame físico são os primeiros passos. São necessárias múltiplas biópsias de pele na avaliação de pacientes com alopecia mucinosa, em virtude da associação com linfoma. É necessário acompanhamento próximo de todos os pacientes.

Achados histológicos

As características da alopecia mucinosa são a degeneração folicular com o acúmulo de mucina no interior dos folículos. As lesões em início contêm uma abundância de mucina entre as células da bainha radicular em decadência ou o acúmulo em grupos localizados. A degeneração mucinosa começa nas unidades pilossebáceas. Costuma existir um infiltrado misto de células inflamatórias linfocitárias, seja periapendiceal, perivascular ou intersticial. Nos pacientes com alopecia mucinosa crônica, a histologia demonstra a presença de folículos distorcidos com viabilidade variável.

A diferenciação entre variantes de alopecia mucinosa é difícil e, desta forma, existem vários critérios para diferenciar entre alopecia mucinosa benigna e alopecia mucinosa associada à micose fungóide. Embora nenhum critério isolado seja diagnóstico, a atipia citológica e um infiltrado em forma de banda são mais comuns na epiderme, e o folículo superior raramente é encontrado na alopecia mucinosa benigna, mas é comum na micose fungóide. O processo inflamatório benigno tipicamente se caracteriza por infiltrado confinado às zonas folicular, perifolicular ou perivascular, sem extensão das células à epiderme ou derme papilar/reticular. Por outro lado, o típico infiltrado associado à micose fungóide envolve a derme superior, invadindo a epiderme, e inclui células tumorais características no folículo, epiderme e/ou derme danificados.

Tratamento

Cuidados clínicos

Não existe terapia uniformemente eficaz para alopecia mucinosa, embora sejam usados, de rotina, vários tratamentos. Estes incluem corticosteróides tópicos, intralesionais e sistêmicos. Ademais, a terapia tópica e sistêmica com PUVA, mostarda nitrogenada tópica e radioterapia têm demonstrado um certo sucesso. Casos isolados documentam as respostas benéficas de dapsona, indometacina e interferons. Em virtude da evolução variável da doença e da chance de resolução espontânea, a eficácia terapêutica é difícil de comprovar.

Controle

Prognóstico

O prognóstico da alopecia mucinosa depende da variante clínica específica. A doença aguda primária geralmente desaparece em 2 anos; entretanto, a alopecia mucinosa da infância nem sempre é autolimitada e possivelmente está relacionada à doença de Hodgkin. A doença crônica primária geralmente demora por várias semanas, mas pode flutuar no grau de envolvimento cutâneo em qualquer dado tempo. A alopecia mucinosa secundária tem o prognóstico menos favorável quando associada à doença maligna coexistente. Embora exista a questão de ser ou não a alopecia mucinosa um estado transicional que evolui para micose fungóide, comprova-se que a alopecia mucinosa pode preceder o desenvolvimento desta em vários anos. Assim, o material adicional de biópsia e o acompanhamento são cruciais em todas as variantes de alopecia mucinosa.


maio 17th, 2010  
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Causas da queda de cabelo em crianças

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*Congênita: ligada a fatores hereditários, com ausência total ou parcial desde o nascimento.

*Traumática: que tem origem em contusões ou lesões do couro cabeludo.

*Neurótica: também chamada de tricotilomania, onde o indivíduo “arranca” mechas de cabelos conscientemente ou não.

*Secundária: que aparece após algum distúrbio interno dos órgãos, doenças, infecções, medicamentos como a quimioterapia.

*Seborréica: a dermatite seborréica do couro cabeludo é um distúrbio muito comum, onde pode ser observado escamação, coceira e eritema. Contudo, é uma doença que raramente determina uma redução significativa dos cabelos.

*Eflúvio: também chamada de deflúvio, é a causa mais comum de perda de cabelos entre as mulheres. Consiste na quebra harmoniosa do ciclo de vida capilar, tendo várias causas. Normalmente, responde bem aos tratamentos médicos.

*Androgenética: é a causa mais frequente de alopecia entre homens, mas também afeta mulheres. Começa a se manifestar entre a puberdade e vida adulta, tendo vários graus. Como o próprio nome diz, é uma associação de fatores genéticos com o hormônio sexual masculino, a testosterona.

*Emocional: relacionada especialmente a fatores emocionais, a alopecia areata é caracterizada pela perda rápida, parcial ou total de pêlos em uma ou mais áreas do couro cabeludo ou ainda em áreas como barba, sobrancelhas, púbis, etc. O renascimento dos pêlos pode ocorrer espontaneamente em alguns meses. Em alguns casos a doença progride, podendo atingir todo o couro cabeludo (alopecia total) ou todo o corpo (alopecia universal).

*Bioquímica: pessoas alérgicas a glúten do trigo e a lactose ou caseína do leite de vaca são os mais propensos a terem calvície. Essa condição de alergia se manifesta em outros sintomas, porém pouco relacionada a isso.


abril 23rd, 2010  
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Novo gene responsável pela calvície

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Essa doença é provocada pela miniaturização do folículo piloso: os cabelos crescem cada vez mais finos

Pesquisadores identificaram um novo gene relacionado ao crescimento dos cabelos, uma descoberta que poderá abrir o caminho para futuros tratamentos da calvície masculina e outras formas de queda de cabelo, segundo um estudo publicado nesta quarta-feira, 14, pela revista Nature.

A equipe, liderada por Angela Christiano (Universidade de Columbia, nos Estados Unidos), identificou um gene chamado APCDD1, que causa uma forma rara de queda de cabelos, a hipotricose simples hereditária.

Essa doença é provocada pela miniaturização do folículo piloso: os cabelos crescem cada vez mais finos.

“A identificação deste gene presente na hipotricose simples nos dá uma melhor visibilidade do processo de miniaturização do folículo piloso, que é observado na queda regular de cabelos no homem”, afirmou Angela Christiano.

No entanto, “é importante notar que o gene descoberto para a hipotricose simples não explica a complexidade da calvície masculina“, completou.

A identificação do gene APCDD1 foi feita graças à análise dos dados genéticos de algumas famílias paquistanesas e italianas que têm o gene que provoca a hipotricose simples hereditária.

Os pesquisadores descobriram uma mutação do gene APCDD1, situado em uma região do cromossomo 18, já relacionado por estudos anteriores em outras formas de queda de cabelo.

Os pesquisadores mostraram que o gene APCDD1 inibe a via de sinalização celular, denominada Wnt, cujo papel no controle do crescimento piloso foi demonstrado em ratos.

“A descoberta sugere, pela primeira vez no homem, que a manipulação da via Wnt poderia ter um efeito sobre o crescimento do folículo piloso”, declarou Angela Christiano.


abril 14th, 2010  
Tags: Cabelos, Calvície, Calvície Masculina, Crescimento dos Cabelos, Doença, Folículo Piloso, gene, novo gene, Queda de Cabelo, revista Nature, tratamentos da calvície masculina



Cuidados com os cabelos – Tire suas dúvidas sobre cabelo

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Por que há cabelos que possuem pontas duplas e outros não?
As pontas duplas são causadas devido às agressões sofridas pela cutícula do cabelo. Então cabelos com pontas duplas sofreram algum tipo de dano.

Quais são as causas das pontas duplas? Há prevenção?
O sol, o vento, o sal do mar, o cloro e outros componentes existentes na piscina, agentes usados para alisamento e escovas progressivas podem danificar a cutícula do cabelo. Para evitar maiores danos à cutícula do cabelo, a hidratação é fundamental e a queratinização contribui para manter a integridade do fio.

Como tratar as pontas duplas? É possível “juntá-las” novamente?
Quando se faz uma queratinização ou uma cauterização nos cabelos, consegue-se provisoriamente “juntar” as pontas duplas. Porém, como disse, isso é provisório. Nesse caso o corte do cabelo é o tratamento definitivo para as pontas duplas.

E os fios arrepiados? Por que ocorrem, como evitá-los e como tratá-los?
Os fios podem ficar arrepiados devido ao corte, à conformação do fio ou à eletrização do fio. Para evitar esse efeito deve-se mudar o corte do cabelo quando é o caso, fazer uso de produtos como gel, que mantém o cabelo na conformidade desejada, ou alternar o xampu de uso diário, pois usar sempre o mesmo xampu deixa o cabelo eletrizado e, assim, arrepiado.

Por que no tempo úmido os cabelos ficam arrepiados?
Os cabelos ficam mais arrepiados no tempo seco. Nada impede que, por outros motivos, como os citados acima, os cabelos fiquem arrepiados.

A escolha do xampu faz alguma diferença? É necessário comprar os de marcas famosas ou os de supermercado servem?
A escolha do xampu faz, sim, diferença e não são só as marcas famosas que são boas. O importante é se usar um xampu que se adapte ao cabelo de cada um e alternar seu uso com um segundo xampu. A cada quinze dias lavar os cabelos com um xampu antirresíduos.

É verdade que utilizar a navalha no corte do cabelo faz com que ele comece a cair?
Isso é apenas mito.

Receitas caseiras como a babosa, o abacate e o ovo realmente funcionam no cabelo?
Sim. São produtos caseiros que têm ação sobre os cabelos.

É necessário fazer hidratação no cabelo? Como ela deve ser feita e de quanto em quanto tempo? Ela pode ser feita em casa ou é necessário ir até um cabeleireiro?
A hidratação é, sim, necessária. O período em que deve ser repetida depende da necessidade de cada cabelo. Ela pode ser feita em casa, porém, feita pelas mãos de um cabeleireiro experiente, ela poderá ser mais efetiva.

Como acabar com a caspa?
A caspa ou dermatite seborreica é uma doença que tem controle, porém não tem cura. Para tratar dessa doença geralmente se usa xampu à base de antifúngicos.

De quanto em quanto tempo é recomendado cortar o cabelo?
Não existe nenhuma obrigatoriedade em função do tempo para se cortar os cabelos. Isso depende do gosto individual. Para se manter o mesmo corte, a cada 30 dias deve-se cortar o cabelo, que é o tempo necessário para que este cresça aproximadamente 2 cm.

O cloro e a água do mar danificam os cabelos? O que deve ser feito para barrar os danos?
Sim, todos esses elementos danificam os cabelos. Para se evitar pode-se fazer uso de produtos com filtro solar para os cabelos. Para reconhecer esses produtos, é só verificar no rótulo a especificação queratinizado, pois esses têm a capacidade de aderir ao cabelo e não sair na água. Os produtos à base de silicone, como o dimeticone, também auxiliam, evitando dano aos cabelos.

É necessário usar protetor solar nos fios?
É muito importante, como citado acima.

Tratamentos sem enxágue, como cremes e sprays leave-in, deixam os cabelos mais pesados e oleosos? Eles são recomendados?
Sim. Esses produtos dão um efeito estético aos cabelos que estão arrepiados ou que têm a conformação encaracolada, porém o excesso de oleosidade pode favorecer o aparecimento ou a piora da dermatite seborreica.

Fonte ID Med


janeiro 2nd, 2010  
Tags: Alisamento, antifúngicos, Cabelo, Cabelos, Cuidados, danificar, Dermatite Seborréica, Doença, Dúvidas, Fio, hidratação, Tratamento, Xampu



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Dr. Márcio Crisóstomo
Médico formado há mais de 10 anos, com residência de cirurgia geral no Hospital Universitário Walter Cantídio da UFC e Pós-graduação em Cirurgia Plástica no Serviço do Prof. Ivo Pitanguy (Rio de Janeiro), um dos centros de formação mais prestigiados do mundo... Continue lendo
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