A cabeça contém cerca de 100 mil fios de cabelo e mais de 90% deles estão em crescimento. Quem explica é o professor de dermatologia Jerry Shapiro, chefe da Clínica de Doenças do Cabelo e do Couro Cabeludo da Universidade de Nova York. “O cabelo está em constante regeneração no couro cabeludo e cada fio permanece ali de três a sete anos, antes de cair e ser reposto por um novo.”
Conforme o especialista, essa fase de crescimento (chamada de anagênica), que se mantém na maior parte do ciclo, é acompanhada por outra fase que dura duas semanas (catagênica), durante a qual acontece uma morte celular programada.
Depois disso, vem a fase telogênica, um momento de repouso que dura três meses. Comparado ao cabelo anagênico, o telogênico se situa no alto da pele e pode ser arrancado facilmente e, por isso, é normal que percamos 100 deles por dia.
O dermatologista especializado em tricologia (estudo do cabelo) Valcinir Bedin esclarece que a queda de cabelos nos homens, em 95% dos casos, está associada a causas genéticas. Nos demais 5%, relaciona-se a problemas hormonais ou metabólicos.
Nas mulheres, acrescenta Shapiro, as causas são variadas, e abrangem genética, hormônios, perda abrupta de vários fios e, em geral, ocorre após grave doença ou estresse, tratamentos quimioterápicos, uso de certos medicamentos ou tração(cabelos presos por muito tempo).
Diagnóstico
Nos homens, o diagnóstico é feito por meio de exame clínico para avaliação da aparência da queda e do histórico familiar. O especialista deve analisar o grau de diminuição dos folículos capilares e decidir qual é a melhor forma de tratamento.
Nas mulheres, como as causas abrangem várias possibilidades, além do exame clínico e do histórico, vários testes podem ser solicitados: níveis hormonais, metabolismo, ferro, zinco, cobre, hemograma e, se necessário, biópsia do couro cabeludo, assim como densitometria.
Tratamento
Após a análise da causa da queda, o tratamento pode ser farmacológico, que compreende o uso de remédios tópicos como o minoxidil, cuja função é estimular o crescimento. Outra substância usada é o avicis (17-alfa-estradiol). Há também no mercado um medicamento fitoterápico, um extrato de palmito (Serenoa repens). Injeções no couro cabeludo também podem ser indicadas.
Por via oral, a opção é a finasterida, que transforma a testosterona (T) em dihidrotestosterona (DHT), que é a responsável pela miniaturização dos pelos. A flutamida é também usada para a alopécia feminina, pois bloqueia a ação dos hormônios masculinos, impedindo que ajam na pele e nos cabelos.
A cirurgia para transplante de cabelo (e não implante, porque este pressupõe o uso de algo estranho ao corpo) é indicada nos casos em que outros medicamentos ou tratamentos não trouxeram resultados satisfatórios.
Tratamentos com laser só podem ser realizados experimentalmente por instituições de ensino e pesquisa, pois não há estudos que comprovem sua eficácia.
Cristina Almeida
Fonte: UOL Ciência e Saúde





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Médico formado há mais de 10 anos, com residência de cirurgia geral no