
Uma nova substância, tão nociva quanto o formol, vem sendo usada no alisamento de cabelos em concentrações acima das permitidas. Trata-se do glutaraldeído, conhecido como glutaral, que é acrescentado a outros cosméticos para intensificar o efeito alisador. Ele também pode ser encontrado como princípio ativo de produtos alisadores clandestinos.
Em altas dosagens, a substância pode causar queimaduras, dermatite química, inflamações, coceira, descamação e reações alérgicas graves.
A inalação pode provocar crises de bronquite e asma e, em casos extremos, a chamada pneumonia química (que pode levar à morte).
Assim como o formol, o glutaral é um conservante -e não um alisador- e só pode ser empregado em produtos cosméticos na concentração máxima de 0,1%. No caso do formol, esse valor é de 0,2%.
Na internet, circulam anúncios de produtos à base de glutaral como alisador. Grupos de discussão em redes de relacionamento também discutem os benefícios dos produtos alisadores clandestinos.
“Todos os dias recebo no meu consultório pacientes com fios destroçados e queimaduras no couro cabeludo, decorrentes de alisamento malfeito”, conta Luciano Barsanti, presidente da Sociedade Brasileira de Tricologia e diretor médico do Instituto do Cabelo, em São Paulo.
Segundo o tricologista, além das substâncias inadequadas, causam problemas o excesso de tempo na aplicação e as lavagens feitas incorretamente. “Mas normalmente é difícil rastrear qual foi o produto utilizado”, diz a dermatologista Flávia Addor, diretora da Sociedade Brasileira de Dermatologia regional São Paulo.
Fonte: Folha OnLine





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Médico formado há mais de 10 anos, com residência de cirurgia geral no