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Queda de Cabelo X Tireoide: conheça as causas e os sintomas

Brasil, Ceará, Fortaleza, Queda de Cabelo, Remédio Add comments

Foto-tireoide-Queda-de-cabeloEssa glândula, considerada a maestrina do corpo, teima em funcionar mal especialmente nas mulheres. Os problemas da tireoide aumentaram tanto que já se fala em epidemia. Embora o tratamento seja simples, nem sempre os sintomas são identificados ou os remédios tomados na dose certa. Isso explica a via-sacra por consultórios até encontrar alívio

Há algo de errado no reino da Dinamarca, diria o príncipe Hamlet, personagem do dramaturgo inglês William Shakespeare. De fato, algo deve estar errado quando dois remédios para compensar a produção insuficiente de hormônios da tireoide aparecem na lista dos 20 medicamentos mais vendidos no Brasil em 2008. Puran T4 e Synthroid movimentaram 102,2 milhões de dólares, e a participação deles no mercado cresceu 33,9% e 28,1%, respectivamente. Divulgado pelo IMS Health, instituto que audita a indústria farmacêutica em vários países, o ranking inclui blockbusters como Dorflex; pílulas contra disfunção erétil (Cialis e Viagra); os analgésicos Neosaldina e Tylenol; anticoncepcionais; e os fármacos para controlar colesterol, hipertensão, azia, ansiedade e depressão.

Quem poderia imaginar um remédio à base de tiroxina (hormônio da tireoide) entre pesos-pesados e com venda superior ao Hipoglós, a tradicional pomada para assaduras em bebês? Talvez um endocrinologista. O que se verifica no Brasil é a mesma tendência observada nos Estados Unidos, onde 2% da população usa um composto à base de tiroxina”, diz Laura Ward, professora da Faculdade de Medicina da Unicamp e vice-presidente do Departamento de Tireoide da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (Sbem). A tireoide – glândula em formato de borboleta localizada na parte anterior do pescoço – produz os hormônios T3 (tri-iodotironina) e T4 (tiroxina), que regem o cérebro, o fígado, os rins e o coração, além de controlar a queima de gorduras, a fertilidade e a disposição. A falta ou o excesso deles repercute em todo o organismo. A medicação é indicada para repor o hormônio em caso de hipotireoidismo, quando a tireóide trabalha em câmera lenta, provocando queda de cabelo e de libido, pele seca, cansaço, intestino preso, menstruação irregular, dores articulares, redução da memória e ganho de peso. Usa-se o remédio também quando a tireoide foi removida total ou parcialmente por causa de câncer. Logo, a expressiva venda dos fármacos aponta para a crescente incidência desses distúrbios.  “Eles aparecem mais porque os métodos de diagnóstico estão melhores”, afirma a endocrinologista Zuleika Halpern, do Departamento de Obesidade da Sbem. Mas a médica assinala que, independentemente disso, houve um aumento significativo na quantidade de pessoas com hipotireoidismo no mundo: “Fico impressionada com o número de pacientes no consultório. É quase uma epidemia”. Num estudo realizado pelo endocrinologista Mário Vaisman, da Universidade Federal do Rio de Janeiro, e pela epidemiologista Rosely Sichieri, da Universidade do Estado do Rio de Janeiro, mais de 12% das 1 292 mulheres analisadas apresentaram hipotireoidismo. Entre as atingidas, 85% nem desconfiavam do problema. Por isso, é comum peregrinarem por consultórios até resolverem suas queixas.
O tumor

Os registros de câncer de tireoide também estão em alta. Em vários países, houve um aumento da incidência nos últimos 30 anos, incluindo Brasil. Nos Estados Unidos, esse é o tumor que mais cresce. Entre 1997 e 2003, ele avançou à taxa média de 6,3% ao ano. E, para ficar ainda pior, tanto uma doença quanto a outra preferem o sexo feminino. O hipotireoidismo atinge dez mulheres para cada homem. Já no caso de câncer, a proporção é de três para um. Resta saber por que a glândula tem sido alvo de tantos ataques. As pesquisas mostram que o autor das agressões, muitas vezes, é o próprio sistema de defesa.Tanto o hipotireoidismo quanto o hipertireoidismo, em geral, decorrem de doenças autoimunes, em que anticorpos destroem a glândula, no primeiro caso (mal de Hashimoto), ou a estimulam além da conta, no segundo (doença de Graves). Para Laura Ward, mesmo a tireoide workaholic – que provoca aceleração dos batimentos cardíacos, ansiedade, perda de apetite e alterações menstruais – com o tempo tende a ficar preguiçosa. Os anticorpos destruidores prevalecem no final.

O principal responsável pelos ataques é a predisposição genética: as disfunções são mais frequentes em quem possui histórico familiar e, embora possam se manifestar desde os 20 anos, tornam-se mais comuns acima dos 40 anos e após a menopausa – daí a suspeita sobre o peso dos hormônios. Stress e fatores do meio ambiente também podem desregular a glândula. Por exemplo, a falta ou o excesso de iodo, matéria prima para a fabricação dos hormônios da tireoide.

Para evitar o bócio, o inchaço da tireoide pela falta do mineral, adicionou-se iodo ao sal. Há trabalhos relacionando a ingestão excessiva ao aumento dos casos de hipotireoidismo”, conta Laura Ward. Em 2005, uma pesquisa da Universidade de São Paulo mostrou que 18% das pessoas analisadas sofriam de tireoidite e 6% tinham hipotireoidismo, o dobro do que ocorria em 1994. A mudança estava relacionada ao aumento do iodo adicionado ao sal por determinação do Ministério da Saúde em 1999. A trapalhada elevou a quantidade máxima recomendada, que era de 60 miligramas por quilo de sal, para 100 miligramas. A medida tinha a intenção de ampliar a prevenção dos problemas ligados à carência do iodo. Dois anos depois, a determinação caiu. Mas o impacto foi desastroso sobre as pessoas com predisposição. Muitas desenvolveram o mal de Hashimoto.

Cientistas ainda relacionam a doença ao uso abusivo de remédios para emagrecer. O trabalho de Mário Vaisman mostrou que o risco de desenvolver hipertireoidismo era duas vezes maior entre as usuárias desses medicamentos pela provável inclusão de hormônios tireoidianos. O custo tende a ser alto: sudorese, diarreia, irritabilidade, perda óssea, risco de infarto e convulsão.
Os exames que identificam problemas

O diagnóstico de disfunções na tireoide é feito por meio da análise, no sangue, dos níveis de TSH (sigla em inglês para hormônio estimula dor da tireoide, produzido pela hipófise). Esse hormônio pode ser comparado ao termostato da geladeira, que liga e desliga automaticamente conforme a temperatura no interior do aparelho. No caso, o TSH alto indica que a tireoide trabalha aquém do esperado. “Então, institui-se o tratamento para hipotireoidismo, que é simples e produz ótimos resultados”, diz Zuleika Halpern. Mas o quadro também pode ser tratado se o exame acusar discreta alteração ou na presença de sintomas leves, medida estimulada especialmente na gravidez (para não prejudicar o desenvolvimento do bebê) ou se houver dificuldade para engravidar. A coleta de sangue deve ser feita por quem tem histórico familiar da doença, manifesta sintomas ou já passou dos 35 anos. Para o câncer de tireoide, são fatores de risco definidos hereditariedade, cigarro e obesidade. O diagnóstico envolve ultrassom e, se necessário, punção por agulha. Embora nódulos na tireóide sejam frequentes na metade da população, 90% deles são benignos. Os malignos constituem minoria. Os casos de câncer, em geral, são simples e controláveis. Na dúvida, porém, opta-se pela retirada da glândula. Depois, a pessoa precisa tomar remédio pelo resto da vida para suprir a produção hormonal. “As doses variam de 25 a 200 miligramas”, esclarece Zuleika Halpern. “Cada pessoa tem uma dose certa. A definição requer um ajuste fino.” E é aí que está o problema. Pior do que o largo uso da tiroxina – droga eficaz, barata e quase sem efeitos colaterais se bem indicada – é o mau uso dela. “Um quinto das doses é inadequado, alto ou baixo demais”, diz Laura Ward. Isso é que tira o sono de especialistas e pacientes.
Depoimentos de mulheres com problemas na tireoide

Ataque silencioso
A bibliotecária Mônica Nascimento, 47 anos, ouviu o alerta do pai, médico, numa
conversa corriqueira. “Ele achou meu pescoço inchado e disse para procurar um especialista. Descobri dois nódulos milimétricos na tireoide. A punção deu resultado negativo. Eu estava com 35 anos, envolvida com trabalho, dois filhos e acabei esquecendo dos nódulos. Sete anos depois, num checkup, o clínico leu no meu prontuário sobre eles e pediu exames. Um dos dois já era maligno. Eu não sentia nada. Fui operada para a extração da glândula. Não precisei de quimioterapia, mas passei a tomar o hormônio da tireoide diariamente. Aí começou o mal-estar. Tinha insônia, calor, brigava por tudo. Demorou um ano e meio até o médico acertar a dose.”

Às voltas com a exaustão
Há oito anos, após o nascimento de sua filha e o fim do longo relacionamento com o pai dela, a relações públicas Soraya Pericoco, 40 anos, começou a sentir um cansaço inexplicável. Mal tinha vontade de levantar da cama. Também apresentava inchaço, irritabilidade, pele seca e queda de cabelo. “Achei que fosse depressão. O tratamento com fluoxetina (antidepressivo) melhorou o meu humor, mas não acabou com a falta de energia. Quase dois anos depois um médico sugeriu avaliar a tireóide. Foi quando eu descobri que tenho hipotiroidismo. Comecei a tomar o hormônio da tireóide toda manhã em jejum e aquele cansaço desapareceu. Minha pele e meus cabelos melhoraram. O que me incomoda hoje são dez quilos a mais que eu não consigo eliminar de jeito nenhum”.

Fonte Revista Claudia

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julho 13th, 2009  
Tags: Causas, Hormônio, Queda de Cabelo, Remédios, Tireóide, Tiroxina

17 Responses to “Queda de Cabelo X Tireoide: conheça as causas e os sintomas”

  1. Os ciclos de vida do cabelo | CIC - Centro de Implante e Transplante Capilar
    julho 16th, 2009 at 06:07

    [...] também podem ser hereditários, e devido ao uso excessivo de produtos e tinturas nos cabelos, problema de tireóide, entre outros, além das pílulas anticoncepcionais. Se a queda realmente ocorrer, o ginecologista [...]


  2. Cabelo em queda livre | CIC - Centro de Implante e Transplante Capilar
    agosto 29th, 2009 at 03:01

    [...] stress, os medicamentos, as alterações hormonais (pós-parto, inicio ou interrupção da pílula, patologia da tireóide), os tumores, as infecções, as anemias, as deficiências nutricionais, as doenças inflamatórias [...]


  3. Cabelos em queda – Felizmente, calvície feminina tem solução, mas às vezes é preciso um trabalho multiprofissional | CIC - Centro de Implante e Transplante Capilar
    setembro 7th, 2009 at 12:08

    [...] Evite automedicação e soluções paliativas. Se a pessoa tem alteração na tireoide, por exemplo, o problema não vai ser resolvido com tratamento para a [...]


  4. Causas da queda do cabelo: Doenças da tireóide | CIC - Centro de Implante e Transplante Capilar
    setembro 12th, 2009 at 14:13

    [...] Tanto o hipotireoidismo quanto o hipertireoidismo podem ser causas de queda de cabelo. Estas alterações da tireóide podem ser diagnosticadas através de exames laboratoriais. O tratamento correto das doenças da tireóide pode corrigir a perda capilar. [...]


  5. Queda dos cabelos: conheça o que há de mais moderno em tratamento e diagnóstico da queda dos fios | CIC - Centro de Implante e Transplante Capilar
    setembro 23rd, 2009 at 22:33

    [...] distúrbios nos hormônios da tireoide e dos ovários são os principais vilões entre as mulheres”, aponta o tricologista Ademir [...]


  6. ANA PAULA CLAUS
    novembro 9th, 2009 at 09:05

    Tenho hipo desde os treze anos,e até hoje não consegui estabiliza minha doença de hormonio…isso me irrita muito,engordei muito , me sinto mau,muito enjoo,,minha fala trava muito….não tomo mais remedio,stressei porque uma vez o medico falo pra mim que meu corpo não absorve que deveria ter uma doença que fica no intestino ..++++enfim não explico mais nada , não pediu exames…to aqui gorda,cheio de dores,de mau estar….e o pior não sei porque minha barriga d euns 2 meses pra ca tem inchado exageradamente….pelo amor de Deus se alguem pude me da uma dica de em qual medico corre,ou que exame fazer….por favor..estou muito mau e as vezes penso que estou morrendo …tenho dois filhos e isso esta me matando ….sera que n tem um exame que eu possa fazer e ver porque meu corpo não absorve esse remedio sintrhyoid….tenho 29 anos e moro no interior de sp.Santa barbara d oeste….se ALGUEM PUDE ME AJUDA…..PLEASE


  7. Quando o cabelo começa a cair, melhor buscar o médico – Estresse e alteração hormonal podem ser a origem do problema capilar nas mulheres | CIC - Centro de Implante e Transplante Capilar
    fevereiro 2nd, 2010 at 00:03

    [...] Algumas condições médicas também atrapalham o crescimento dos cabelos. Uma glândula de tireoide superativa ou com baixa atividade pode ocasionar a queda de cabelo. Outro motivo é a deficiência de ferro. Quando as mulheres entram na menopausa e seus níveis de [...]


  8. vera
    fevereiro 9th, 2010 at 09:57

    ola eu tenho alteraçao na tiroide;meu cabelo caiu muito e ainda cai,fui na minha medica ela disse que n e da tiroide,pois a minha so tem alteraçao que n e caso de toma remedio e que a queda de cabelo n e da alteraçao fico sem saber o que fazer pois n tomo remedio obridada desde ja


  9. Calvície genética é também um problema feminino | CIC - Centro de Implante e Transplante Capilar
    fevereiro 22nd, 2010 at 18:27

    [...] calvície em mulheres pode ter inúmeras causas, como alimentação inadequada, estresse, problemas da tireóide, uso incorreto de químicas capilares, anemia e medicamentos. Contudo, quando o problema é [...]


  10. Cabelos caem mais no outono, mas nem sempre é calvície | CIC - Centro de Implante e Transplante Capilar
    abril 30th, 2010 at 16:51

    [...] conta de outras causas (como estresse, anemia por deficiência de ferro, dieta alimentar restritiva, doenças da tireoide, início ou interrupção do uso de anticoncepcionais orais), a situação é temporária. Após o [...]


  11. Os efeitos colaterais do Hipotireoidismo « Blog do Tony Ramos
    maio 24th, 2010 at 18:53

    [...] dos níveis de hormônio da tireóide pode causar mudanças na aparência de seu cabelo. Certas pessoas podem desenvolver outras alterações [...]


  12. Tatiane
    fevereiro 2nd, 2011 at 08:09

    Tenho hipo há 2 meses e ultimamente surgiu uma alopecia acentuada,gostaria de saber se há contra indicação de tomar pantogar e aplicar uma loção a base de minoxidil no couro cabeludo.
    Desde já agradeço a atenção dispensada.


  13. Sandra Faria
    maio 7th, 2011 at 03:37

    Meu comentário é para Ana Paula Claus: – Ana Paula tbém tenho hipotireoidísmo, olha minha opinião para o seu caso é o seguinte: primeiramente mude de médico, procure outro endócrino e peça a êle todos os exames possíveis para checar a taxa do hormonio da tireóide.
    Comente com ele tbém a troca do medicamento, eu por exemplo já usei SYNTHROID, PURAN T4 e hoje uso o EUTHYROX. É muito importante tomar a dosagem correta de miligramas que o médico indicar. Outra coisa é todo ano fazer uma avaliação se a dosagem está sendo correta, por exemplo eu comecei com 12.5 mg e hj tomo 75 mg. Depois vá a um médico gastroenterologista e peça a ele um exame que se chama Coloscopia Intestinal. De repente você pode resolver o seu problema de absorção medicamentosa que o seu médico disse que vc tem. Outra coisa importantíssima é colocar na cabeça que o hipotireoidísmo é uma doença praticamente simples, comum, mas que deve ser tratada para o resto da vida, tenho uma amiga que brinca dizendo que o médico de quem tem problemas com a taxa do hormonio da tireóide só vai dar alta dos remédios uma semana antes da missa de sétimo dia. Outra coisa importante é tomar o medicamento em jejum, e ficar pelo menos vinte minutos sem comer nada, para que o medicamento circule sozinho pelo seu organismo e possa haver uma correta absorção intestinal. É simples, basta vc dormir com um copo de água e o medicamento do seu lado. Vc se levanta e já toma, enquanto vc faz a sua higine pesoal, se troca, enfim… já se passaram os vinte minutos pelo menos. O importante tbém é tomar e se movimentar, não deve tomar e deitar novamente. Uma outra coisa fundamental é saber que é uma doença hereditária, portanto faça exames nos seus filhos também e já comece a tratar corretamente. Espero que eu tenha ajudado vc.
    Um abraço, Sandra


  14. Kelly Rocha
    maio 18th, 2011 at 12:03

    Bom dia!!

    Gostaria de saber se a tiroide a pessoa fica com muito enjoou?


  15. MELISSA
    agosto 22nd, 2011 at 16:27

    gostaria de saber:se si curar da tireoide,(não precisa toma + remedios).poresemplo o 50 o cabelo para de cair?


  16. dayane
    setembro 16th, 2011 at 10:00

    Olá eu tenho 16 anos e sou portadora de diabetes …
    Ela anda muito alta ultimamente e n estou desenvolvendo .o ginecologista disse que os meus hormonios estão normais só que eu estou com a tireóide muito alta ..
    eu nem sabia que tinha isso a duas semanas atraz ! alguém sabe me dizer se isso vai me prejudicar muito na diabete ?
    ele disse que eu falasse com um endrócrinologista mas estou com medo do que possa aconteçer , ou se caso eu venha a tomar medicamentos , tenham um efeito ruim ou prejudiquem na insulina … se alguém ai puder me ajudar !!!
    obrigada


  17. Suzana Aparecida Bielinski Barreto
    outubro 10th, 2011 at 14:47

    Olá, fiquei muito feliz antes e depois da cirurgia em conhecê-los (pois fiquei muito curiosa em saber como era, estava sendo e como seria….) e também muito prazer em estar compartilhando com todos minha experiência. Hoje tenho 54 anos, na fase da menopausa (apesar que em 1998, com 40 anos fiz uma segunda cirurgia para retirada total do útero miomatoso, sem a retirada dos ovários…); com 18 anos descobri em exames pré-nupciais 2 nódulos na tireóide, porém tão pequenos que aos olhos dos resultados dos exames hormonais em nada influenciavam, mas agora estavam enormes, apresentando inúmeros problemas e o exame anti tiroidiano, totalmente fora dos padrões e me acarretando inúmeros problemas, e na ultra apresentava uma rede muito vascularizada, acrescentando aos que tenho em hereditariedade (Rendú Osller Weber, ou seja Teleangectasia hemorrágica familiar) que foram desaconselhados pelo meu angiologista e pela hematologista efetuar uma punção e/ou biopsia, sendo logo operada para retirada total. Além dos muitos cuidados com o meu problema familiar, Graças a Deus, no dia 12 de setembro/2011 fui operada, sem maiores problemas (a não ser uma gripe bem forte, com febre – andaço pelo Rio de Janeiro, mas já estou boa!). Com relação aos efeitos colaterais, o que mais me incomodou foram: DORMÊNCIA E FORMIGAMENTO À FLOR DA PELE NOS MEMBROS SUPERIORES E INFERIORES – o que me incomodou demasiadamente e todos que me pegavam sentiam…; UM DOR NA COXA DIREITA ENORME, SINTO QUE ATÉ HOJE NÃO SINTO A PELE E A DORMÊNCIA CONTINUA (mesmo tomando todos os remédios: puran T4 – iniciado com 25mg e agora já estou tomando 75mg diário e em jejum; comprimidos de cálcio, e cálcio efervescente, alimentação inicial pastosa e agora normal, nada muito quente, e os remédios para hipertensão: atenolol 2 x 50mg e aradois 2 x 25mg). Sinto inclusive que melhorou bastante o meu estado constante que tinha de desfalecimento, ou seja, um cansaço em geral, principalmente nas pernas/ofegante ao falar/sensação de desmaios, como se tivesse uma fraqueza por não comer ou beber (alimento-me muito bem….), calores em geral, também da menopausa, meu pescoço aumentou no tamanho, mas nada apresentando para bócio esteticamente a olhos visto! – ele estava para dentro, aliás me engasgava com muitíssima facilidade!, uma taquicardia enorme -com um mal estar constante,ah! uma queda de cabelo – já há muito tempo, já tinha procurado dermatologista, tratamento para calvice -sem resultados! -sendo que agora estar maior, mais ralo e vistosa olhos nu os cabelos caindo: principalmente após a cirurgia/tomei anestesia geral, enfraquecimento do mesmo, bem pouco cabelo na frente (aliás, isso me incomoda fisicamente, por ser mulher!!! e isso já li que há correlação…..). Com relação ao corte e a cicatriz, tive que retirar líqüido 3 vezes, mas agora já está bem desinchado, apenas incomoda um pouco ao deitar, pela localização do pescoço, falta de ar e sensação que vai tampar a garganta, é muito recente a cirurgia (há 28 dias). Ontem, fiz exames de sangue no laboratório, para verificar as dosagens hormonais.
    Este meu caso não é somente eu, minha mãe e minha irmã caçula têm hipotiroidismo há alguns anos e tomam Puran T4 , mas elas não têm nódulos; tenho várias primas e tias (lado de minha mãe) que também têm os mesmos problemas, acredito também ser hereditário?; não me lembro se minha avó materna tinha, pois ela faleceu em 1968…. não tenho casos conhecidos pelo lado de meu pai. Espero que tenha colaborado e estou à disposição para quaisquer dúvidas. Na biopsia, GRAÇAS A DEUS NÃO DEU NADA MALIGNO E SIM BÓCIO, COM INÚMEROS NÓDULOS! Muito obrigada pela oportunidade e nós mulheres precisamos fazer campanhas, pois trata-se normalmente de um problema silencioso, só verificado em exames, que fazemos anualmente junto com a ginecologista e depois com a endocrinologista!!! Que Deus continue nos abençoando, nos dando oportunidades de estudar e pesquisar e ajudar a outros também, Suzana Bielinski Barreto (e-mail: suzanabielinski@ig.com.br)


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Dr. Márcio Crisóstomo
Médico formado há mais de 10 anos, com residência de cirurgia geral no Hospital Universitário Walter Cantídio da UFC e Pós-graduação em Cirurgia Plástica no Serviço do Prof. Ivo Pitanguy (Rio de Janeiro), um dos centros de formação mais prestigiados do mundo... Continue lendo
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